Capitao Nascimento, o heroi da classe media? Analise do filme
O Filme Tropa de Elite mereceu tomar o lugar da comum atualização em tecnologia e dicas do Veja isso. Dito isso, vamos a reflexão.
O filme do BOPE, recentemente lançado no cinema – e há tempos no camelo da esquina – desfruta de algo que, pela primeira vez foi visto em um filme brasileiro: um herói com a identidade do público alvo.
Queiram me perdoar cineastas e afins, mas eu odeio filme brasileiro. Desisti faz tempo de ver qualquer um. Não são da minha realidade a grande maioria. Falta a eles um pouco de Otimização de ganhos e SEO: duvido que os personagens, o povo usado de inspiração, de Auto da Compadecida, Cidade de Deus, entre outros, tenham visto o filme. Tenho certeza que não!!
Quem acaba vendo esses filmes é a classe média e alta, e delas, falta interesse. Para que ver um filme da realidade, quando só passa merd@ no jornal??
Agora o Tropa de Elite inverteu a história.
Primeiro pois está mais próximo do polo audiovisual e cultural do Brasil, o Sudeste (não quero desmerecer o resto, há ótimos pontos no Nordeste e no Sul, mas é só olhar a quantidade de teatros e cinemas).
Segundo porque há uma identificação do público com o herói (ou anti herói, vai saber!) do filme. Pela primeira vez o público quis estar no lugar do herói, pois ele vive em uma sociedade alterada, corrupta e a vida dele é péssima, ele mal tem tempo para mulher e filhos, ganha 1200 por mês (Revista Veja), MAS ele tenta fazer algo para mudá-la.
Nota-se também uma mudança no foco: acabou-se com a versão romantizada e heróica do malandro brasileiro, que tenta fazer de tudo para trabalhar menos e dar um totó nas autoridades, ainda se dando bem (leiam Memórias de um Sargento de Milícias). O Capitão Nascimento mostra muito bem que para algo dar certo e para ser alguém precisa de MUITA dedicação, trabalho e esforço. E mesmo assim as vezes esse esforço não é recompensado – vide fazer o que eu acredito o melhor filme brasileiro, e este vazar em cópias piratas.
Meu quarto ponto diz respeito a um personagem de caracter, o Chuck Norris brasileiro, Capitão Nascimento. Esse humilde blog saúda o ator Wagner Moura pelo trabalho bem executado, que este inspire novos e jovens atores a criarem personagens que marquem, que de vontade de gritar “Ohhhh Aspira!” entre outras frases do filme.
Também poderia passar horas falando na semelhança a história americana do cinema e televisão, da qual programas sobre serviços americanos estão entre os mais assitidos, vide CSI – Crime Scene Investigation -, ER – Emergency Room, Law and Order Criminal Intent; e o recém inovado, a era dos jogos dos serviços, com o America’s Army. Corre Brasil, o mundo é nosso!
De resto, põe na conta do papa.
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Capitao Nascimento, o heroi da classe media? Analise do filme | Veja Isso…
O filme do BOPE, recentemente lanado no cinema – e h tempos no camelo da esquina – desfruta de algo que, pela primeira vez foi visto em um filme brasileiro: um heri com a identidade do pblico alvo. Entenda o por qu esse filme vai mudar o Brasil….
Este filme retrata o estado de Guerra Civil em que o Rio em particular, e o Brasil em geral, está vivendo há vários anos. Em guerra, as regras são arbitradas pelos participantes sem nenhum apego a regras que regulam uma sociedade organizada. Fazer heróis em tais circunstâncias é apoiar o caos em que estamos vivendo.
As autoridades de todos os níveis deveriam assistir e a partir deste filme, começarem a tentar mudar quase tudo neste país. Desde a indiferença dos juízes até a roubalheira dos políticos. Talvez essa seja a melhor contribuição que este filme possa trazer.
[...] ratatúie. E esse filme é ótimo! Nada a ver com a resenha anterior do Tropa de Elite, mas mesmo assim é [...]
Além de ter um olhar preconceituoso diante do cinema brasileiro, faz afirmações equivocadas. O Capitão Nascimento não é e nunca será o herói da classe média, pois esta é a maior consumidora de drogas no Brasil. Como que o Capitão Nascimento pode ser o herói de uma coisa que ele quer combater?
Quanto aos filmes brasileiros, não resuma tudo isso a Auto da Compadecida e Cidade de Deus (que por sinal, são muito bons…de qualidade técnica e de roteiro fantásticos). Aliás, Auto da Compadecida é muito mais do que uma história no agreste nordestino. Veja com um pouco mais de atenção. Você cita clássicos da literatura, mas parece que esqueceu que O Auto da Compadecida é de autoria do Ariano Suassuana, grande mestre da literatura. Aliás, acho que você não esqueceu. Não sabia mesmo.
Acho que você deveria conhecer mais de literatura, filmes (principalmente brasileiros), a sociedade em geral, etc.
Bom estudo!
João, obrigado pelo excelente comentário.
Concordo que é a classe média e alta a maior financiadora do crime por consumo de drogas, mas ele é sim o herói da classe média, dado que nem toda classe média causa esse mal, mas TODA ela sofre. E é essa mesma classe média que tem mais a perder e menos como se defender, comparativamente a classe alta.
Do resto dos filmes brasileiros, realmente não sabia da autoria do filme, mas não mudo minha opinião a respeito deles. Aliás, nem sempre quem escreve bem faz filmes bem, motivo pelo qual continuo desgostando dos filmes brasileiros.
Obrigado pelo incentivo a cultura e ao estudo, mesmo parecendo-o perjorativos.
Abraços